“É livre a manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, sendo vedado o anonimato. (CF 88).”

3 de nov de 2014

Socialismo e Bolivarismo: entenda a diferença





A  ligação entre Bolivarianismo e Socialismo é um equívoco, segundo uma das maiores estudiosas da vida de Bolívar, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária do jornal americano The Washington Post e autora de Bolivar: American Liberator ("Bolívar: Libertador Americano", nunca lançado no Brasil).





Resumo de matéria publicada em: 


Apesar de ter morrido em 1830, o nome de Simón Bolívar continua presente nos dias atuais na América Latina.

Bolivar teve um papel-chave na luta pela independência de diversos países do continente em relação ao império espanhol, uma atuação que faz com que ele seja lembrado até hoje como um dos políticos mais influentes da história.

Bolívar acreditava que era preciso criar uma forma de ensinar ética às pessoas. Ilegalidade. Ele entendeu muito antes de todos que tínhamos sido privados de uma educação básica e sido corrompidos de certa forma. Então, ser bolivariano seria defender a educação, a liberdade, a ética, a equidade social e o esclarecimento do homem.

Quando ainda era vivo, o venezuelano Hugo Chávez declarou seu país uma "república bolivariana".
Os presidentes Rafael Correa, no Equador, e Evo Morales, na Bolívia, se autodeclaram "bolivarianos".
Essa apropriação do nome do líder latino faz com que, no Brasil, o termo seja associado ao modelo socialista muitas vezes defendido por estas lideraças latinoamericanas atuais.

Mas este novo bolivarianismo, que não é um bolivarianismo de verdade. Primeiro, por o conceito embutir uma ideia de unificação.
Bolívar acreditava nisso: eliminar fronteiras com uma grande aliança panamericana. E, em segundo lugar, Bolívar dizia admirar os americanos, mas dizia que eles "não tinham nada a ver" com os latinos.

A apropriação da ideia unificadora e de destruição da velha ordem, de Bolívar, por ditadores de direita, como Pinochet, no Chile, e Franco, na Espanha, representa  um grande apelo para as pessoas.

O legado de Bolívar é importante, porque ele tem um espírito inerente de liberdade e por apontar as dificuldades sofridas no continente latinoamericano, que ficou debilitado e foi infantilizado pelo colonialismo.

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