“É livre a manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, sendo vedado o anonimato. (CF 88).”

2 de jan de 2013

Índia publicará nomes, fotos e endereços de estupradores na internet


O governo indiano deve passar a publicar nomes, fotos e endereços de homens condenados por estupro para envergonhá-los publicamente em uma nova campanha para tentar conter este tipo de crime, informou o vice-ministro do Interior, Ratanjit Pratap Narain Singh.

O anúncio chega 11 dias após o estupro coletivo de uma estudante de medicina de 23 anos dentro de um ônibus em Nova Déli, conhecida como "capital do estupro".
A jovem foi violentada durante uma hora por diversos homens e depois ela e um amigo foram espancados com barras de ferro e expulsos do ônibus nus
"Nós estamos planejando começar [a campanha] em Déli", disse Singh horas após o primeiro-ministro Manmohan Singh ter declarado que as mulheres estavam sendo tratadas de forma injusta na Índia.
"Fotografias, nomes e endereços dos estupradores serão divulgados no site da polícia de Déli. Estamos firmes na intenção de lidar com o problema e tomar todas as ações possíveis o quanto antes", acrescentou o vice-ministro.
Singh disse que o Departamento Nacional de Registros Criminais recebeu a ordem de preparar uma lista contendo todos os dados pessoais de estupradores condenados para que também seja divulgada em seu site oficial.
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Manifestante exibe cartaz com a frase
'Enforquem o estuprador'
Por que a Índia trata tão mal suas mulheres?
Soutik Biswas
BBC, Nova Déli, Índia

Muitos a chamaram de “coração valente” ou “filha da Índia”. Mais do que motivar uma onda de orações e protestos em todo o país, a estudante de 23 anos morta no sábado após ser estuprada por seis homens em um ônibus em Nova Déli fez o país se perguntar: “Por que a Índia trata tão mal as suas mulheres?”.
No país, não são raros os casos de aborto de fetos femininos, assim como os de assassinato de meninas recém-nascidas. A prática levou a um assombroso desequilíbrio númerico entre gêneros no país.
As que sobrevivem enfrentam discriminação, preconceito, violência e negligência ao longo da vida, sejam solteiras ou casadas.

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