“É livre a manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, sendo vedado o anonimato. (CF 88).”

1 de jul de 2013

Exército dá prazo para que classe política encontre solução que ponham fim às manifestações



Calma, isso é no Egito!  E se fosse aqui?

Vozes das ruas mostram Egito polarizado


O Exército do Egito deu aos partidos do país um prazo de 48 horas para que encontrem uma solução que ponha fim à nova onda de protestos que tomou conta do país.

Caso a crise não seja resolvida, o próprio Exército disse que elaboraria uma "rota para a paz" que atendesse aos "anseios do povo".

Milhões de pessoas foram à praça Tahrir, no centro do Cairo e outras cidades para protestar contra o presidente Mohammed Morsi, eleito há um ano.No domingo, o Egito testemunhou um dos maiores protestos no país desde a onda de manifestações em 2011 que acabou derrubando o presidente Hosni Mubarak.
Mprsi se tornou o primeiro presidente islâmico do Egito, depois de vencer uma eleição considerada livre e justa por observadores internacionais.
Mas grande parte da população acusa Morsi de ter sido incapaz de encontrar soluções para os problemas econômicos que o país enfrenta, e quer a renúncia do presidente. Quatro ministros já teriam renunciado aos cargos.
Segundo o Ministério da Saúde do país, pelo menos 16 pessoas morreram devido a confrontos nos protestos e outras 781 ficaram feridas desde domingo.
A BBC foi às ruas, conversou com egípcios de várias correntes políticas e pode observar que a população está dividida quanto ao pedido de renúncia do governo.
Ahmed Raafat, Cairo
"Estamos protestando contra a corrupção, a crise econômica e as condições de segurança no país.
Acreditamos que ocorrem graves violações dos direitos humanos. A Irmandade Muçulmana (o partido) de Morsi realizou ataques contra manifestações pacíficas. Exigimos eleições."
Salma Ashraf, Cairo
"Não concordo com aqueles que pedem a renúncia de Morsi. Apesar de respeitar o direito democrático ao protesto.
Morsi foi eleito para um mandato de quatro anos e deve completá-lo. É absurdo pedir por novas eleições agora, depois de apenas um ano. É como mudar as regras de um jogo só porque você não gosta dos resultados. É antidemocrático e infantil.
Um ano simplesmente não é o bastante para acabar com todos os problemas da sociedade causados por Mubarak. O que precisamos é nos unir e apoiar Morsi, que foi eleito como o presidente de todos os egípcios.
Alguns dizem que Morsi está tentando 'islamizar' o Estado e suas instituições. Mas isto não é verdade. Qualquer um que acompanha as notícias sabe muito bem que o primeiro-ministro Hisham Qandil ofereceu, no passado, cargos do governo e nos ministérios para nomes da oposição, mas eles sempre se recusaram a trabalhar com o partido governante. Temos que cultivar o respeito pela lei e pela (decisão das) urnas."

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130701_egito_vozes_protestos_fn.shtml

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