“É livre a manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, sendo vedado o anonimato. (CF 88).”

28 de jan de 2013

Tragédia de Santa Maria: lamentar não é sufuciente


O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, lamentou o acontecido em um vídeo publicado na internet momentos antes de embarcar para Santa Maria.





Uma das vítimas do incêndio que deixou 233 mortos em Santa Maria (RS) enviou uma mensagem pelo Facebook de dentro da boate Kiss pedindo ajuda. Às 3h20 deste domingo (27), a jovem Michele Cardoso, de 20 anos, escreveu "Incêndio na KISS socorro". Ela não sobreviveu à tragédia.
Os amigos de Michele chegaram a enviar mensagens perguntando se ela estava bem, mas não receberam resposta. O primeiro deles, Jean Carlo, afirmou que a jovem trabalhava na casa noturna.( http://noticias.r7.com/cidades/jovem-que-morreu-em-incendio-pediu-socorro-pelo-facebook-27012013 )
A banda Gurizada Fandangueira, suposta causadora do incêndio que deixou neste domingo (27) 233 mortos e pelo menos 106 feridos em uma boate de Santa Maria (RS), poderia ser indiciada por homicídio culposo, segundo um dos responsáveis pela investigação.

O Comandante do Batalhão de Operações Especiais, Major Cleberson Bastianello, disse que 90% das vítimas morreram intoxicadas pela fumaça. Segundo ele, muitos conseguiram sair da boate, mas algumas pessoas ficaram presas.

acredito que não só a banda deve ser indiciada por homicídio culposo, mas também os donos da boate e o próprio município.
Depoimentos médicos informam que as mortes foram em consequência de asfixia. Havia somente uma saída de emergência. Essa porta estava aberta? Poderia ser aberta facilmente? Havia sinalização para uma saída de emergência? Os extintores funcionaram? Por que não houve a devida fiscalização, já que a boate funcionava sem a vistoria?

Veja a lista elaborada pela BBC Brasil com alguns casos recentes:

2009: Santika Club, Bangcoc, Tailândia

Um incêndio causado por fogos de artifício deixou 66 mortos. A casa noturna funcionava sem a licença adequada e tinha apenas uma saída, o que dificultou que vítimas deixassem o local. Duas pessoas acabaram condenadas, entre elas o proprietário da boate.

2009: Lame Horse Club, Perm, Rússia

Uma explosão durante um show com fogos de artifício deixou 150 mortos. Apenas cerca de um quarto das pessoas presentes no local conseguiu escapar. Muitas das vítimas acabaram morrendo asfixiadas e pisoteadas.

2008: Boate Wuwang, Shenzen, China

O incêndio também começou com show de pirotecnia, e a tragédia foi agravada pela existência de uma única saída, com má iluminação. Quarenta e três pessoas morreram.

2004: República Cromagñón, Buenos Aires, Argentina

O fogo, causado por faísca de sinalizador usado pela banda, matou 194 pessoas. A tragédia provocou prisões de empresários, dos músicos e renúncias de políticos na cidade.

2003: The Station, Rhode Island, Estados Unidos

Fogos de artifício usados no show da banda Great White provocaram um incêndio e a morte de cem pessoas. O local foi tomado pelo fogo em menos de cinco minutos.
O empresário da banda, que organizou o show pirotécnico, foi condenado a quatro anos de prisão. Duas saídas de emergência do local não puderam ser usadas. Uma das portas estava com defeito e a outra, obstruída por uma parede de espuma.

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