“É livre a manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, sendo vedado o anonimato. (CF 88).”

16 de set de 2011

Toninho morre e a droga continua



"O amado e corajoso líder campineiro denunciara grupos poderosos
de corruptos públicos e privados na comissão parlamentar de inquérito (CPI)
que investigava o narcotráfico."

  ‘Por que a PF não busca quem matou Toninho?’, um artigo de José Nêumanne

A cobertura da morte de Toninho
foi quase completamente ofuscada
pelos ataques às torres


“No sábado passado, enquanto o mundo inteiro se preparava para prantear as quase 3 mil vítimas do terrorismo fundamentalista em Nova York, outra efeméride fúnebre passou em brancas nuvens pelos céus deste nosso Brasil varonil. Os dez anos da execução do então prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, não foram lembrados com a indignação com que deveriam tê-lo sido, neste momento em que até a presidente Dilma Rousseff definiu como “positiva” (a seu assessor palaciano Gilberto Carvalho) a mobilização popular contra a corrupção, no Dia da Pátria. A omissão passou a ser mais uma evidência acumulada de que os antigos romanos tinham razões de sobra para constatar que sic transit gloria mundi (assim passa a glória mundana).”
(...)
“De qualquer maneira, há semelhanças entre as vítimas. O amado e corajoso líder campineiro denunciara grupos poderosos de corruptos públicos e privados na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigava o narcotráfico. E o preparado quadro de Santo André também protagonizava um escândalo em que o produto da propina, segundo dois irmãos dele, fora transportado em malas entregues ao mesmo Gilberto Carvalho que acabou de ouvir Dilma elogiar as manifestações contra o esbulho, tendo como destinatário o então presidente nacional petista, José Dirceu. Todos os personagens dos casos citados, é claro, negam envolvimento e este último tem negado muito mais, de vez que é acusado de chefiar um bando organizado que movimentava recursos públicos e privados na compra de apoio parlamentar.”

Texto completo em:

Polícia australiana apreende mais de R$ 340 milhões em cocaína proveniente do Brasil

Segundo a polícia de Melbourne, navio aportou na cidade com 271 kg da droga

Policiais federais e funcionários da aduana de Melbourne, na Austrália, encontraram nesta sexta-feira 271 kg de cocaína escondidos em um navio de carga proveniente do Brasil. Segundo a polícia, o valor da droga chega a US$ 200 milhões (cerca de R$ 342 milhões). Essa é a quinta maior apreensão de cocaína na história do país da Oceania.
De acordo com o site australiano News.au, um jovem de 20 anos de Melbourne e dois chineses, de 33 e 35 anos, serão levados à Justiça da cidade por importação irregular de drogas no país.
O navio com bandeira brasileira aportou em Melbourne no dia 19 de agosto, quando foi declarado o carregamento de oito equipamentos para cortadores de grama. Uma inspeção com raio-X descobriu objetos suspeitos na embarcação.
Após investigada a carga, foram constatadas 29 caixas de madeira colocadas dentro de cada compartimento do navio, as quais contendo 271 sacos plásticos envolvidos por fitas. Testes preliminares indicaram a presença de cocaína.
A pena máxima para importação de drogas ilegais na Austrália é de prisão perpétua ou pagamento de fiança de US$ 825 mil (cerca de R$ 1,4 milhão).
ZERO HORA
Fonte:
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Antônio da Costa Santos (São Paulo, 14 de junho de 1952Campinas, 10 de setembro de 2001), mais conhecido como Toninho do PT, foi um arquiteto, professor universitário e político brasileiro.Filiado ao PT, exercia o cargo de prefeito de Campinas quando foi assassinado a tiros, às 22h15 do dia 10 de setembro de 2001.Toninho estava há apenas oito meses no cargo de prefeito de Campinas. Sua atuação contra o crime organizado e as reduções em até 40% nos valores pagos em contratos a empresas de serviços como merenda escolar e limpeza urbana, somadas à insistência do prefeito em desalojar casas para a ampliação do aeroporto de Viracopos lhe renderam várias ameaças – o que reforça a hipótese de crime político.Um inquérito policial concluiu que o prefeito, durante uma viagem que fazia de automóvel, foi morto sem nenhum motivo além do fato de cruzar por acaso com um bando de criminosos que na ocasião passava pelo local. O carro do prefeito teria inadvertidamente fechado o veículo dos bandidos e por causa disso eles atiraram na direção do prefeito. A última das três balas atingiu Toninho na artéria aorta, matando-o instantaneamente. Minutos antes, ele passara em uma loja do Shopping Iguatemi para retirar ternos que havia comprado.A família de Toninho não se conformou com o resultado do inquérito policial e pediu novas investigações. Os familiares do prefeito morto acreditam que o crime teve motivação política, bem como colegas de partido como José Genoíno, que declarou na ocasião que o assassinato de Toninho fora motivado por suas enérgicas ações contra o narcotráfico campineiro.Curiosamente, Toninho teve um mau pressentimento pouco antes de sua morte. Num discurso no Palácio dos Jequitibás, a sede da Prefeitura de Campinas, ele reafirmou que, caso algo lhe acontecesse, a primeira pessoa a assumir o cargo seria sua vice-prefeita, Izalene Tiene. Outro detalhe é que a cobertura de sua morte foi quase completamente ofuscada pelos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, ocorridos na mesma manhã de sua morte.
Fonte:Wikipedia

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