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14 de nov de 2010

Farc elogiam eleição de Dilma Rousseff


O maior grupo guerrilheiro colombiano, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), afirmou que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, terá um "papel determinante" para a conquista da paz regional e para promover a integração regional.
 Pergunto:  esse grupo já fez  comentário semelhante para algum outro presidente brasileiro?
 SÃO PAULO - O grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) saudou a eleição de Dilma Rousseff (PT) como presidente do Brasil. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 12, no site da Agência de Notícias Nova Colômbia(ANNCOL), o comando das Farc elogia a eleição, "pela primeira vez na história do Brasil, de uma presidenta". Dilma é descrita pelas Farc como "uma mulher ligada sempre à luta pela justiça".


ANNCOL costuma divulgar mensagens dos guerrilheiros. O comunicado é firmado pelo secretariado do Estado-Maior Central das Farc, tendo como local de procedência as "montanhas da Colômbia". Segundo o texto, Dilma terá "um papel determinante na aclimatação da paz regional e na irmandade dos povos do continente".
As lideranças das Farc afirmam que Dilma defende a necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia. Segundo o grupo, a eleição dela "centuplicou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social".
As Farc são consideradas terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Já o governo colombiano manteve negociações em administrações anteriores com o grupo, mas atualmente tem enfatizado a necessidade de combater militarmente os rebeldes. No fim de setembro, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que a tendência é que as Farc percam força, após a morte de seu então líder militar, "Mono Jojoy". 

No post abaixo, vocês lêem a íntegra da saudação das Farc à eleição de Dilma Rousseff no Brasil. O texto diz um pouco mais do que parece. Notem que a narcobandidagem alude à “convicção pública” de Dilma de que é preciso haver uma “saída política para o conflito interno da Colômbia”. O que isso quer dizer?
O governo Lula não chega a ser um Hugo Chávez, que reconhece as Farc como “força beligerante”, isto é, como um movimento que luta por uma causa legítima. Mas também se nega a admitir o caráter terrorista do grupo, ainda que seus métodos falem por si mesmos. As Farc praticam atentados contra alvos civis e militares, seqüestros, extorsões, assassinatos e mantêm campos de concentração na floresta, onde estão centenas de “prisioneiros”, submetidos a condições subumanas. Sua principal fonte de financiamento é o tráfico internacional de drogas.
A despeito disso, mais de uma vez, Lula exortou os “companheiros” a aderir à luta política, a se converter em “força democrática”. E, vejam só!, usou o PT como exemplo a ser seguido, como se as Farc tivessem hoje outra pretensão que não a de ser um elo na cadeia do narcotráfico. Movimento originalmente marxista, que aderiu à luta armada, a ideologia é só a fachada que lava a real atividade do grupo — vale dizer: uma droga lava a outra.
N dia 1º de março de 2008, forças colombianas atravessaram a fronteira do Equador e atacaram um acampamento das Farc instalado naquele país, com a concordância do governo do filoterrorista Rafael Correa. Na operação, morreu Raul Reyes, um dos principais líderes do grupo. O Brasil, por intermédio do megalonanico Celso Amorim, liderou os esforços para condenar o então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, como se o continente não estivesse diante de um escândalo: um país dava apoio logístico a um grupamento terrorista.
À época, Marco Aurélio Top Top Garcia, que chegou a participar de uma daquelas expedições organizadas por Chávez para “resgatar reféns” — tratava-se de uma pantomima!— concedeu uma entrevista ao jornal francês Le Figaro em que afirmava que o Brasil era “neutro” sobre o caráter terrorista ou não das Farc. Escrevi, então, o texto GOVERNO LULA É “NEUTRO” SOBRE UM MOVIMENTO QUE SEQÜESTRA E DEGOLA.
Naquela operação de 2008, a Colômbia apreendeu dois laptops que eram usados por Reyes. Neles, havia troca de e-mails com seus comandados dentro e fora da Colômbia. Um deles era — é!!! — o tal “Padre Olivério Medina”, que mora no Brasil na condição de refugiado político (!?). Numa das conversas, Medina diz ao interlocutor que sua mulher, a brasileira Angela Maria Slongo seria contratada pelo governo federal, numa operação destinada a “protegê-la”. De fato, ela foi para a Secretaria de Pesca. Quem assinou a contratação foi Dilma Rousseff, esta cuja eleição é agora saudada, conforme evidencia imagem abaixo.

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