“É livre a manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, sendo vedado o anonimato. (CF 88).”

1 de set de 2010

O Bem e o Mal

"Carta ao Povo da Bahia e do Brasil. Outras Palavras"

Em carta enviada para este site o candidato a senador pelo DEM José Carlos Aleluia fez ampla reflexão da atualidade política.
Postado por:
Jorge Roriz | 31/08/2010 at 8:20 | http://wp.me/p6Q8u-9f8

A seguir:
Durante muito tempo a esquerda quis fazer acreditar que existiam apenas dois
lados: o bem e o mal. O bem, representado, é óbvio, pela própria esquerda. O
mal, pela chamada direita. A esquerda eram os que não se vendiam, que não
faziam concessões e acordos espúrios com o poder econômico. Os
progressistas, que seguiam a ideologia purista do bem. Do outro lado, estava
o mal, a direita. Aqueles que se vendem, que fazem qualquer coisa para se
manter no poder, os autoritários, conservadores, fisiológicos. 
Tal visão maniqueísta nunca correspondeu à verdade dos fatos. Sabemos que
pessoas de bem podem estar em qualquer lado da política. Da mesma forma que
os desonestos também. Podem estar ao lado de Lula, de Serra ou de Marina. O
posicionamento ideológico ou partidário não pode se confundir com os valores
ou qualidades pessoais. Não atesta o caráter de ninguém.

Num outro plano, a chamada esquerda se apropriou de bandeiras universais
como solidariedade, liberdade, proteção ao meio ambiente e defesa das
minorias, de modo a sugerir que tais valores são patrimônios  seus.
Exclusivos. Demarcados. Mas todo esse esforço se esgarça e desmascara com o
que vemos hoje no Brasil. Numa confusão de modos que desafia o bom senso de
qualquer um.
Senão, vejamos essa “aliança”  de esquerda protagonizada por velhas e
conhecidas lideranças a levantar as bandeiras do PT. Lideranças como Sarney,
o grande patriarca das oligarquias do Maranhão. Ou de Paulo Maluf, como
vimos na campanha da Marta Suplicy. Ou mesmo de Fernando Collor de Mello.
Todas, figuras tão execráveis anteriormente.
Aqui na Bahia, vemos o Governador Jaques Wagner  limpando a ficha de
carlistas adesistas como Mario Negromonte, João Leão, Otto Alencar – este,
um carlista dos mais subservientes, que acumula aposentadorias que totalizam
R$ 30 mil por mês, a maior delas conquistada com apenas cinco anos de
serviço no Tribunal de Contas; um homem que se tornou, sabe-se lá através de
qual acordo, candidato de Wagner a vice-governador. Vimos também o
Governador Wagner paparicar César Borges para integrar sua chapa – aquele
mesmo que invadiu a UFBA oito anos atrás e que queria privatizar a EMBASA.
Em nome do poder, da perpetuação do poder, a esquerda de outrora se aliou
aos piores quadros da chamada direita, e, por todo o País, o eleitor já não
sabe mais quem é quem. Isso porque a esquerda sempre quis nos convencer que
as pessoas que não comungam com as suas idéias são o lado podre da
sociedade.

Na avassaladora arrancada da cooptação, a esquerda deseja ocupar todos os
espaços. Alimentada pelo poder e pelo dinheiro, se julga agora dona do país.
Quer se impor a todos: pela propaganda e pela submissão. Essa é a base
doutrinária do autoritarismo. Aquele que, em Cuba, chama de presos comuns os
presos políticos e que dizia que havia democracia nos regimes comunistas do
Leste Europeu.
É a isso que precisa reagir a consciência republicana, as pessoas
comprometidas com a democracia no Brasil; sob pena de cairmos, aos poucos,
aos pés de um Estado cada vez mais centralizador, autoritário e
partidarizado. É a isso que precisa dizer não a razão e o discernimento do
eleitor. Identificando os fatos e rejeitando as embromações e mentiras.
Por trás de toda encenação de alianças, corrupção e compra de candidaturas
desse pleito eleitoral, está em jogo a natureza da democracia brasileira, a
lisura dos pleitos e a seriedade do processo eleitoral. A esquerda, que
sempre defendeu o Estado totalitário, a ditadura de classe, se vale agora
das práticas democráticas para conspirar contra a democracia – como Hugo
Chávez tem feito na Venezuela.
Portanto, não aceito e nunca vou aceitar a divisão do povo brasileiro, dos
políticos brasileiros, dos intelectuais brasileiros, da família brasileira
em dois lados. Um do bem, outro do mal. 
O país não tem lado e as pessoas têm direito a terem suas idéias e lutarem
por suas convicções. Na democracia, é esse principio que garante a renovação
de poder, permitindo ao eleitorado, quando assim deseja, a substituição dos
governantes.

Sei que estou enfrentando uma monstruosa máquina de propaganda e adversários
milionários travestidos de esquerda, que usam muitas vezes vultosos recursos
públicos para manipular o eleitorado. Sei disso. Mas é com a consciência
tranqüila que entro nessa eleição na luta por uma causa. A causa do
discernimento. A causa da liberdade de expressão. A causa do combate à
manipulação. A causa da ética na política. A causa dos que não aceitam o
maniqueísmo infantil da esquerda, nem se deixam corromper por um punhado de
reais"

VIVA A DEMOCRACIA!


Assina: José Carlos Aleluia
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A gente tem que ter lealdade com quem é leal conosco


O pai Lula

Roubamasfaznunca | 24 de maio de 2010

O PODER E A POLITICA 



Roubamasfaznunca | 24 de maio de 2010

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1989 - 2º Debate Collor x Lula (Bloco 1) 2º parte de 18







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