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28 de mar de 2016

Trabalhadores perdem seguro desemprego enquanto presidiários mantém benefícios. A ironia do governo Dilma.


Imagem da internet

Barril de pólvora - Cerca de 2.5 milhões de chefes de família vão perder o seguro-desemprego até junho.

Não bastasse o agravamento da crise econômica que achata o rendimento do trabalhador, cerca de 492 mil chefes de família deixam de receber o seguros-desemprego todo mês e ficam praticamente sem renda ou perspectivas de conseguirem um novo emprego, com o mercado em recessão.

Até junho, serão quase 2.5 milhões de brasileiros que irão perder o seguro-desemprego, segundo dados obtidos junto aos órgãos federais. A situação vai contribuir para o agravamento da crise vivida no país e aumentar ainda mais a pressão para a saída da presidente Dilma Rousseff do governo.

Desde que assumiu seu segundo mandato, mais de cem mil lojas fecharam as portas e milhões de trabalhadores perderam seus empregos, atingindo a soma de 9,6 milhões de pessoas sem trabalho. É o maior nível desde 2012.

Os Dados são oficiais e foram fornecidos pelo Ministério do Trabalho. A análise revela que uma média de 492 mil seguros-desemprego por mês vencendo de fevereiro a junho, o que irá tirar de muitas famílias uma fonte de renda crucial. O benefício é oferecido pelo período máximo de cinco meses.

A cada dia, são cerca 16.500 famílias afetadas pela perda do benefício. Uma situação que pode alimentar a frustração e dar combustível a uma onda crescente de protestos contra o governo federal, justamente no momento em que tramita na Câmara dos Deputados o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente.

Sem expectativas de emprego. O quadro recessivo tem como elemento catalizador a insatisfação da sociedade e descontentamento com os sucessivos escândalos de corrupção inibem ainda mais os investimentos na maior economia da América Latina, em meio a um quadro de recessão.

Em artigo divulgado esta semana pela Reuters, Economistas acreditam que a recessão, a pior em uma geração, irá durar até o resto do ano, elevando a taxa de desemprego para mais de 10 por cento – atualmente ela é de 9,5 por cento. O número de pessoas sem trabalho que estão prestes a perder o seguro-desemprego pode se tornar uma fonte de insatisfação ainda mais importante.

Devido à gravidade da crise, os desempregados estão passando meses à procura de trabalho em vão. Cerca de um terço dos desempregados brasileiros estão desocupados há mais de seis meses – a taxa mais alta em 10 anos, de acordo com informações oficiais.

"Há um círculo vicioso no qual a paralisia política alimenta a recessão econômica, que reforça a crise política", disse o analista da empresa de consultoria Tendências Rafael Cortez.

"Ganância dos políticos"

A análise de pedido de abertura do processo de impeachment contra Dilma na Câmara dos Deputados se concentra nas alegações de que ela manipulou as contas do orçamento do governo, fazendo com que parecessem estar melhores do que estavam, para se beneficiar na reeleição em 2014.

Se a Câmara aprovar a abertura de um processo, caberá ao Senado também avaliar se o pedido é procedente e julgar a presidente, que ficaria afastada do cargo durante o processo.

Como muitos desempregados, Fabio Lorusso está perdendo a paciência. O profissional de relações públicas de 30 anos foi demitido em julho passado e está morando com os pais desde que o seguro-desemprego a que tinha direito acabou em dezembro. Ele culpa o escândalo na Petrobras, no qual promotores descobriram bilhões de reais em pagamentos de propinas a políticos da base governista, pela interrupção nos investimentos.

"É a ganância dos nossos políticos – as pessoas que estão nos roubando – que está manchando nossa imagem no exterior e nos dando menos oportunidades", disse. "Deveria haver mais manifestações. Não vamos mais ficar de cabeça baixa".

Fonte:


VALE A PENA SER PRESO se estiver desempregado?
– Auxílio reclusão de mais de R$ 800,00 (salário mínimo)  garante benefícios a filhos de presidiários.


Solicitar Auxílio Reclusão 2016

Algumas mudanças começaram a ser feitas no pagamento do Auxílio Reclusão para 2016. O Auxílio Reclusão é um benefício pago pela Previdência Social a dependentes de presidiários, desde que estes, antes da prisão, estejam contribuindo com a previdência. Confira a seguir quem tem direito ao auxílio reclusão.

Se o segurado estiver desempregado quando for preso, ou se tiver parado de pagar oINSS por algum motivo, sua família poderá fazer o pedido do benefício de Auxílio Reclusão do INSS se ele estiver no período de 12 a 36 meses, prazo em que ainda se encontra na qualidade de segurado. Esse prazo é aumentado em 12 meses se ele tiver solicitado seguro desemprego e em mais 12 meses se tiver contribuído com a Previdência por pelo menos 10 anos.
Valor Auxílio Reclusão 2016

Houve também alteração no valor mensal do Auxílio Reclusão. O cálculo é baseado na média de 80% dos maiores salários de contribuição do segurado, pagos desde julho de 1994. Agora, quem for preso terá direito a apenas 50% do valor obtido com a média, mais 10% por dependente.

No caso de o preso ter dois filhos e esposa, por exemplo, a família terá direito a 50% do valor do benefício, mais 10% de cada filho com até 21 anos ou maior incapaz e 10% da esposa, ou seja, 80% do valor total, e não mais 100%, como era antes.

Os valores pagos como Auxílio Reclusão sempre geraram polêmica, principalmente por ser um benefício mal visto pela sociedade, embora sejam para o provento da família na falta do provedor, e não para o presidiário.

Para ter direito ao Auxílio Reclusão, o último salário de contribuição do preso deve ser inferior a R$ 1.157,00, independente da quantidade de contratos ou de atividades exercidas. O importante é que não ultrapasse esse valor.

O cônjuge, para ter direito ao benefício, deve ter convivido em união estável ou casamento por pelo menos 2 anos antes do beneficiário ser preso e os filhos nascidos durante o período de prisão terão direito ao benefício a partir da data de nascimento. A duração do benefício também teve alterações, seguindo de acordo com a idade do cônjuge e de sua expectativa de vida, conforme a tábua de mortalidade publicada todos os anos pelo IBGE.

Segundo essa escala, quem tem expectativa de vida acima de 55 anos, recebe o benefício durante três anos. Por exemplo, alguém que tenha expectativa de vida de mais 35 anos, tem direito ao Auxílio Reclusão durante todo o período de prisão do cônjuge e até um ano depois do cumprimento da pena.

O Auxílio Reclusão deve ser solicitado na agência do INSS e maiores informações podem ser obtidas através do telefone da Previdência Social, 135, ou no site da Previdência. O maior valor a ser pago a partir de janeiro de 2016 é de R$ 1.157,00. O valor foi atualizado para R$ 1.212,00, todos os anos a Previdência Social reajuste os valores.

Para conferir as atualizações, valores atualizados e novas regras, você pode acessar o seguinte endereço: www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/todos-os-servicos/auxilio-reclusao/valor-limite-para-direito-ao-auxilio-reclusao/

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